Por Bianca Ben, 23/10/2024

Hoje eu vi uma publicação “engraçada” aqui na rede, dizendo “MEU DEUS DO CÉU, QUE BAGUNÇA É ESSA?” e citando situações que vem acontecendo constantemente após a pandemia, como pais participando de processo seletivo dos filhos, desligamentos em massa de pessoas da geração Z e pessoas acima de 40 anos não conseguindo emprego… entre muitos outros itens!
A parte que eu acho engraçada não são as situações em si, essas realmente são “zero graça”. A graça está no óbvio que ainda não está sendo discutido: A necessidade urgente de mudança de conceitos (pré-conceitos) e paradigmas no mundo das contratações.
Se nós não “vestirmos as sandálias da humildade” e não nos atentarmos ao fato de que precisamos nos “despir de pré-conceitos”, estaremos negligenciando que o mercado de trabalho já não funciona mais nos moldes que estamos acostumados. Ou nos atualizamos com as novas realidades, ou estaremos “fadados ao fracasso” em pouco tempo.
O mundo mudou. O avanço tecnológico SEMPRE, historicamente, mexe com o avanço do mercado de trabalho. A Revolução Industrial histórica e a evolução atual da computação e da inteligência artificial têm impactos semelhantes ao transformar o mundo do trabalho, mas de maneiras diferentes, será que as pessoas não estão pensando nisso?
A Revolução Industrial introduziu a mecanização e a produção em massa, substituindo o trabalho manual repetitivo por máquinas, o que aumentou a produtividade e levou à urbanização e novas oportunidades de emprego nas fábricas, embora também tenha causado insegurança e más condições de trabalho.
Já a evolução computacional e a IA estão automatizando tarefas mais complexas, desde diagnósticos médicos até análises de dados, mudando a forma como trabalhamos. A automação digital elimina empregos repetitivos, mas cria novas profissões no setor tecnológico, ao mesmo tempo em que exige requalificação contínua. Ambas as revoluções mudaram a maneira como vivemos e trabalhamos, mas enquanto a primeira dependia da força física, a atual está focada em habilidades intelectuais e criativas, além de desafiar a estabilidade dos empregos tradicionais, e ainda por cima não precisa mais estar presencialmente disponível para que as coisas aconteçam.
Agora me digam, que dificuldade é essa de compreender e aceitar que estamos vivendo uma nova realidade? Ok, entendo que tudo que é novo, gera desconforto. Mas não adianta mais fechar os olhos para essa nova realidade: O mercado de trabalho está mudando e vai mudar ainda mais.
Esperar que isso não se reflita justamente no comportamento humano, no setor de Recursos Humanos, é ingenuidade, pra dizer o mínimo.
Não está bom, não está perfeito, e precisamos nos reinventar!
Desejo sorte à todas as pessoas envolvidas, e que sejamos capazes de abraçar as novidades e criar novas formas de ter sucesso no trabalho!
(As respostas sempre estão nas estatísticas e na história…)